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O Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu ontem sindicância para apurar a acusação de que houve erro médico por parte dos procedimentos cirúrgicos e pós-operatórios que culminaram na morte de Maria José Moreira do Nascimento, que se submeteu a uma lipoaspiração no último dia 15 de novembro. A sindicância tem 60 dias para ser concluída.
De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina, Abdon Murad, ainda é prematuro fazer qualquer prognóstico, ou mesmo julgamento acerca do caso. “Vamos apurar o que precisa ser apurado. Julgar, se houve ou não erro médico, ainda é muito prematuro. Estamos solidários à família e faremos tudo o que for necessário para resolver este problema”, disse o presidente do CRM. “Entendo que há uma comoção por causa desta história, mas não podemos atirar pedra em ninguém sem provas”, assinalou Abdon Murad.
Sobre a possibilidade do especialista ser indiciado, em caso de erro médico, o presidente do CRM preferiu a cautela. “Ainda não podemos falar nada sobre o caso. E, por isso, não queremos conjecturar se haverá punição e qual será esta punição. Ainda não temos um culpado. Se quer buscar um culpado para tudo, e há casos em que uma morte deste caso não há um culpado”, contou o presidente do CRM.
O médico responsável pela operação de Maria do Nascimento, José Magno Fonseca, foi procurado por O Estado para falar sobre o assunto, entretanto, ele preferiu não se pronunciar. Uma enfermeira da Clínica Eldorado, que estava acompanhando o caso e que não quis se identificar, afirmou a O Estado que “todos os procedimentos médicos adotados, durante e no pós-operatório, foram corretos. Agora, a gente não tem segurança sobre o que acontece depois. Acredito que o fato dela ser vegetariana tenha complicado o estado dela, mas seria prematuro falar qualquer coisa a respeito”, contou. (W.L.)
O Estado do Maranhão |