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:: Notícias » 2005
Terça, 16 de agosto de 2005, 22h48
Casal lança campanha para o combate ao erro médico

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O casal Rafael Assugeni, 23, e Gleize Heloísa Verghetti, 27, lançou uma campanha contra a impunidade médica e quer uma legislação que obrigue os médicos a passarem por testes de qualificação antes de exercerem a profissão. A iniciativa é consequência da morte do filho Enzo, de quatro meses, que segundo eles, foi vítima de erro médico.
Enzo nasceu no dia 26 de dezembro de 2004 e após passar 15 dias em casa com a família, foi para o hospital, de onde não mais saiu. Ele morreu no dia três de maio. Segundo o pai, ele nasceu com reto duplo, uma doença rara. "Mas isso poderia ter tido outro desfecho se não fosse a negligência."
A campanha pretende recolher um milhão de assinaturas em todo o país e encaminhar ao Senado. Cerca de 60 empresas de Piracicaba aderiram, segundo Assugeni. Os terminais de ônibus de Piracicaba também estão sendo pontos de coleta de assinaturas.
No caso de seu filho, Assugeni acusa hospitais e médicos de Americana, Campinas e São Paulo de dificultarem o acesso aos prontuários e demais documentações que atestam os problemas de Enzo.
O casal vai ingressar na Justiça Federal com dez ações civis e criminais que pedem desde punições até reparação de danos. Eles acusam os médicos, os hospitais e as enfermeiras por negligência, omissão de socorro e demora na transferência para um especialista. O nome dos hospitais e dos médicos não foram revelados. O casal acusa os médicos de esconderem erros dos colegas da profissão.
Para o diretor-regional do CRM (Conselho Regional de Medicina), Paulo Renato Françoso, não existe corporativismo no conselho e é preciso tomar cuidado com a prática de advogados de "porta de hospital" que vivem, segundo ele, para criar a indústria do erro médico.
"Há zero de corporativismo. O único conselho que pune seus profissionais que eu conheço é o nosso."


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