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O casal
Rafael Assugeni, 23, e
Gleize
Heloísa Verghetti, 27, lançou uma campanha
contra a impunidade médica e quer uma legislação
que obrigue os médicos a passarem por testes de qualificação
antes de exercerem a profissão. A iniciativa é
consequência da morte do filho
Enzo,
de quatro meses, que segundo eles, foi vítima de erro
médico.
Enzo nasceu no dia 26 de dezembro de 2004 e após passar
15 dias em casa com a família, foi para o hospital,
de onde não mais saiu. Ele morreu no dia três
de maio. Segundo o pai, ele nasceu com reto duplo, uma doença
rara. "Mas isso poderia ter tido outro desfecho se não
fosse a negligência."
A campanha pretende recolher um milhão de assinaturas
em todo o país e encaminhar ao Senado. Cerca de 60
empresas de Piracicaba aderiram, segundo Assugeni. Os terminais
de ônibus de Piracicaba também estão sendo
pontos de coleta de assinaturas.
No caso de seu filho, Assugeni acusa hospitais e médicos
de Americana, Campinas e São Paulo de dificultarem
o acesso aos prontuários e demais documentações
que atestam os problemas de Enzo.
O casal vai ingressar na Justiça Federal com dez ações
civis e criminais que pedem desde punições até
reparação de danos. Eles acusam os médicos,
os hospitais e as enfermeiras por negligência, omissão
de socorro e demora na transferência para um especialista.
O nome dos hospitais e dos médicos não foram
revelados. O casal acusa os médicos de esconderem erros
dos colegas da profissão.
Para o diretor-regional do CRM (Conselho Regional de Medicina),
Paulo Renato Françoso, não existe corporativismo
no conselho e é preciso tomar cuidado com a prática
de advogados de "porta de hospital" que vivem, segundo
ele, para criar a indústria do erro médico.
"Há zero de corporativismo. O único conselho
que pune seus profissionais que eu conheço é
o nosso."
Jornal
de Piracicaba On-line