Os Erros
NA CIDADE DE AMERICANA – SP

Com apenas 27 dias de vida, devido a um probleminha (não diagnosticado) no abdômen, que estava globoso (inchado), foi internado em um conceituado hospital da cidade de Americana-SP, no dia 22 de Janeiros de 2005 para acompanhamento médico. Na noite do dia 22 para 23/01, o soro que estava em uma veia na cabeça do Enzo, escapou o que ocasionou o vazamento de grande quantidade de soro durante toda a noite (deformando a face do Enzo), sem sequer uma enfermeira ter percebido e feito algo para reverter o quadro que só foi percebido pelas mesmas na manhã seguinte.
Depois de alguns exames (RX e Ultrasom), na manhã do dia 23/01, meu filhote foi submetido a uma intervenção cirúrgica (Laparotomia Exploradora) para uma desobstrução intestinal que não teve sucesso, pois o intestino continuou globoso.
Nessa cirurgia o médico cometeu um grave erro, perfurando a alça de intestino do Enzo (sem que houvesse nenhuma complicação cirúrgica, que justificasse a perfuração - aderência congênita, divertículo, etc.). Temos informações/documentos de que o médico detectou a perfuração, não a resolveu, e ainda escondeu o erro dos pais o erro dizendo que a cirurgia tinha sido um sucesso. Esse erro ocasionou uma séria infecção no TGI (Trato Gastrintestinal) e sendo liberadas, pela perfuração, toxinas que levaram o Enzo a sofrer com convulsão na hemiface direita (somente na parte direita do rosto).
Exatamente 6 dias depois, o mesmo médico (de Americana.SP) operou novamente o Enzo a fim de obter o sucesso não alcançado na primeira cirurgia, dessa vez optando por uma cirurgia de colostomia de dupla boca (O Enzo passaria então a fazer suas necessidades fecais através de uma bolsa externa, colocada no lado esquerdo do abdômen – inutilizando dessa forma o trânsito intestinal), mas também não teve sucesso, pois o abdômen continuou globoso. Ainda nessa cirurgia, sem o conhecimento nem mesmo o consentimento dos pais, o médico fez uma cirurgia estética no Enzo, para a retirada uma hérnia localizada no seu umbigo. Mas para a nossa surpresa o médico retirou, não somente a hérnia, mas também todo o seu umbigo, deixando-o esteticamente deformado.
No período de tratamento pós-operatório o médico “achou” que a globosidade abdominal era por intolerância a lactose (não aceitação da substância – lactose – encontrada no leite comum), já que a cirurgia não havia surtido o efeito esperado e sem ao menos consultar um(a) nutricionista e um(a) gastro, ou então realizar exames para saber se era esse mesmo o problema, ele mandou que fosse alterado o leite da dieta do Enzo, de Nan 1 para Pregomim (Leite sem lactose e de fácil digestão).
Durante todo o tratamento tivemos alguns dissabores no atendimento prestado pela seguradora na qual o Enzo tinha um plano de saúde, que se negava a cumprir o contrato e de arcar com as despesas do tratamento, alegando doença pré-existente e prazo de carência. Foi então que intervimos, junto à justiça, e conseguimos 2 liminares que obrigavam a operadora a garantir o atendimento do Enzo até o término total do tratamento.
Foi durante esse processo contra o plano de saúde, que tivemos acesso ao prontuário do Enzo e ficamos dessa forma sabendo dos erros cometidos pelo médico, pois em momentos algum o mesmo procurou a família para explicar o ocorrido.
Depois de descobrirmos os erros, o lendo no prontuário do Enzo, interroguei o médico, que negou tudo sempre, até que em 09/03 devido a uma grave piora clínica do Enzo, esse mesmo médico me informou da necessidade de operá-lo novamente (pela 3ª vez em menos de 3 meses); na ocasião o proibi de realizar o ato cirúrgico, informando a ele e à direção do hospital minha decisão, e solicitei a sua remoção para a cidade de São Paulo (onde era esperado por um médico (especialista) que procuramos, devido à falta de informação e não sucesso no tratamento), pois em Americana, e principalmente nas mãos despreparadas desse médico, não estávamos tendo os resultados esperados (resultados esses sempre passados de forma positiva pelo médico, escondendo o não sucesso e comprometendo todo o tratamento). O Médico negou o meu pedido de levá-lo para São Paulo, não fornecendo a alta e nem mesmo me apoiando/autorizando a sua transferência.
Naquela hora, ignorei o “poder” do médico e procurei a direção do hospital, solicitando “Alta a pedido” e fui em busca de contratar a UTI Móvel, que faria o transporte, e a equipe médica para me acompanhar nessa transferência para São Paulo. Logo que conseguimos contratar a ambulância para a remoção e estávamos acertando a internação do Enzo, no hospital de São Paulo, o médico (responsável pela perfuração intestinal) me ligou e pediu uma reunião para conversarmos sobre uma solução que ele havia encontrado para que não fosse necessário ir para São Paulo. Nessa conversa o médico nos propôs levar o Enzo para Campinas, pois a burocracia seria menor e ele mesmo cuidaria dos acertos. Futuramente, pesquisando os erros, descobri que o motivo da não autorização de levá-lo para São Paulo, era dado ao fato de que o médico que cuidaria dele (especialista), ocupava um alto cargo na Sociedade de Cirurgia Pediátrica/SP e na Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica.
Devido à necessidade de operá-lo, unida a nossa vontade de tirá-lo, imediatamente dos cuidados desse médico, o transferimos para Campinas, em 09/03, processo de transferência cuidado pessoalmente por esse médico de Americana (já em Campinas-SP, soubemos que na equipe do novo hospital, atuava o mesmo médico que auxiliou esse medico de Americana, na cirurgia da perfuração intestinal, ou seja, estaria nas mesmas mãos).